Benchmark: Descubra como é usado no mercado financeiro?

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Benchmark: Descubra como é usado no mercado financeiro?

Por Provu

6 Minutos

Publicado em 25 ago, 2021

Atualizado em 25 ago, 2021

6 min de leitura

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Se você está pensando em começar a investir na bolsa de valores, por exemplo, deve saber que é muito importante ser estratégico na hora de escolher quais ações você vai unir na sua carteira. Mas como saber se certo ativo vale realmente a pena? Muitos acreditam que só por ter um valor positivo, já significa algo bom, mas não é bem assim. Ao pensar em aplicar o seu dinheiro, é importante ter cuidado e ter uma avaliação mais criteriosa. E é aí que entra o benchmark. 

O que é benchmark?

O benchmark financeiro é um tipo de índice utilizado para avaliar a rentabilidade de um investimento. Cada aplicação possui um parâmetro diferente para ser comparada, de acordo com o risco que oferece. Por isso, é muito importante conhecer cada uma dessas taxas para investir de forma mais assertiva e consciente. Vamos ao velho e bom exemplo:

Imagine que você fez uma aplicação e ela tenha tido retorno de 5% ao ano. Para você, este rendimento é bom, mediano ou ruim? A resposta é: depende! Qual o tipo de investimento? Qual o nível de risco? E o desempenho de aplicações similares? 

Com todas essas perguntas, você consegue a chave para encontrar a resposta do seu benchmark financeiro. Por exemplo: se o investimento for de renda fixa, não adianta compará-lo com investimentos de renda variável, já que os níveis de risco são diferentes. 

Principais benchmarks do mercado?

Como falamos, existem diversos benchmarks financeiros e cada um serve para acompanhar determinado tipo de investimento. Por isso, vamos apresentar aqui os principais comparativos: 

CDI

O também conhecido como Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é o principal benchmark financeiro para quem tem um perfil de investidor mais conservador. A taxa é calculada de acordo com a média dos empréstimos que acontecem entre os bancos durante as negociações entre as instituições. 

No CDI, os bancos se baseiam para calcular os juros dos investimentos de renda fixa como, por exemplo, os títulos privados: CDB, LC, LCI, LCA, que pagam sempre um percentual do CDI. E como esses papéis podem ser mostrados ao investidor? De três formas:

  1. Ao pagar exatamente a taxa CDI acumulada no período (100% do CDI);
  2. Pagando uma parte da taxa CDI (92%, por exemplo);
  3. Pagando um valor acima da taxa CDI (115%)

Selic

A taxa Selic: definida pelo Banco Central e tornou-se a taxa básica de juros da economia brasileira. A função da Selic como benchmark financeiro pode-se descrever parecida com a do CDI, pois também é importante para aplicações em renda fixa. 

A diferença entre eles: enquanto o CDI é usado para títulos privados, a Selic serve como parâmetro para títulos públicos, como os do Tesouro Direto, por exemplo. 

Ptax

A Ptax é a variação do dólar comparada ao real, uma taxa de câmbio, para melhor dizer. Vista como parâmetro para investimentos que possuem como base as moedas (fundos cambiais, por exemplo). 

Tal taxa tem seus cálculos feitos pelo Banco Central com base na cotação do dólar à vista, negociado no mercado ao decorrer do dia. A taxa média obtida por meio de quatro medições feitas para verificar o valor praticado em diferentes horários. 

Indicadores de inflação

A inflação é um dos termos financeiros mais conhecidos pelos brasileiros. Ela faz com que os produtos fiquem mais caros e o dinheiro perca o poder de compra ao longo do tempo. Para monitorar os efeitos disso sobre os investimentos, é possível usar a inflação como benchmark financeiro. O Índice de Preços do Consumidor Amplo, ou IPCA é o principal deles no Brasil. 

Se quiser outra forma de usar a inflação na análise da sua aplicação, é possível fazer o cálculo do ganho real do investidor. Para isso, é só subtrair a inflação do desempenho do investimento, resultando no retorno obtido sem a perda de poder de compra no período. 

IFIX

O IFIX é o índice oficial da bolsa de valores brasileira, usado para representar o desempenho de fundos imobiliários. O índice de Fundos de Investimentos Imobiliários busca representar o desempenho dos principais fundos de investimentos imobiliários negociados na B3, a bolsa de valores brasileira. 

Quais benchmarks usar em investimentos de renda variável?

A renda variável, como o próprio nome diz, caracteriza-se pelo comportamento imprevisível de resultados. Entretanto, até essas aplicações podem ter algumas referências para facilitar a avaliação de performance. E são elas:

Ibovespa

O Índice Bovespa é o principal benchmark quando falamos de investimento em renda variável. Ele indica a performance de uma gama de ações que representam as principais empresas na bolsa de valores. Quando ouvimos falar que a bolsa caiu ou subiu, estão pontuando a variação do Ibovespa. 

Índices setoriais da bolsa

Além do Ibovespa, existem outros índices de ações na bolsa. Neste caso, eles agrupam as ações das empresas de acordo com um segmento específico (setor financeiro, empresas com ações mais negociadas, empresas com menor capitalização etc). A seguir, listamos as principais índices:

  • Brasil 50 (IBrX50): reúne as 50 ações mais negociadas na bolsa;
  • Brasil 100 (IBrX100): traz as 100 ações mais negociadas da bolsa;
  • Small Cap (SMLL): reúne as ações das companhias de menor capitalização;
  • MidLarge Cap (MLCX): apresenta o comportamento das ações de empresas de maior capitalização;
  • Setor Industrial (INDX): mostra a variação média das ações mais representativas do segmento industrial;
  • Financeiro (IFNC): também é um índice setorial, só que reflete negociações de ativos do segmento financeiro;
  • Imobiliário (IMOB): é outro índice setorial, associado às variações médias de ações de empresas do mercado imobiliário e da construção civil.

Agora que você já entendeu o que é benchmark e quais os mais importantes, pode colocar a mão na massa e aplicar as técnicas na sua estratégia. Aproveite para consumir ainda mais conteúdos no Blog da Provu e entender cada vez mais sobre o mercado financeiro e de investimentos.

Escrito por: Provu

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Exemplo: valor: R$ 9.000,00; prazo: 18 meses; taxa de juros: 3,52% a.m.; 51,52% a.a.; CET 58,35% a.a.; parcelas: R$ 702,09; IOF: R$ 242,13; valor total: R$ 12.637,62. Estes valores são exemplificativos e poderão variar de acordo com a política de crédito.