Cálculo de juros: entenda o que é e como fazer

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Cálculo de juros: entenda o que é e como fazer

Por Provu

7 Minutos

Publicado em 17 mar, 2022

Atualizado em 17 mar, 2022

7 min de leitura

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Aprender a fazer o cálculo de juros é fundamental para entender melhor os produtos financeiros e conferir se você está pagando por taxas justas em suas contas.

Você certamente já esbarrou com algum tipo de juros em uma das suas transações, certo? Mas antes de apenas pagar, você sabe o que realmente a palavra “juros” significa? 

Apesar de parecer assustador, é necessário entendermos como isso funciona, até mesmo para que você possa realizar o cálculo dos juros e identificar se você está ou não pagando algo a mais

Pensando nisso, preparamos este post para você entender como os juros interferem na sua saúde financeira, investimentos, etc. Confira! 

O que é juros?

Os juros são um tipo de remuneração cobrada por instituições financeiras ao fornecer um empréstimo, por exemplo. 

Também funciona como uma compensação financeira pelo tempo em que um valor foi investido. 

Por exemplo, se você investe R$ 10 mil em alguma aplicação e, um ano depois, o valor resgatado for de R$ 11 mil, podemos concluir que a taxa de juros foi de 10% ao ano, representado pelo valor de R$ 1 mil. 

Assim, existem os dois lados do juros, que beneficia o credor ou o tomador. 

No caso do tomador, funciona como uma taxa de compensação por ele ter investido, consumido ou pago dívidas. 

Por outro lado, como o credor empresta os recursos, ele recebe uma compensação por correr o risco de não ser pago pelo empréstimo ou por estar impossibilitado de utilizar o recurso durante o uso do solicitante. 

Dessa maneira, de forma resumida, a taxa de juros é o preço do dinheiro no tempo de cada transação. 

Como funcionam os juros?

Muitas pessoas, por mais que já tenham tido alguma experiência relacionada, ainda se perguntam como os juros funcionam. 

Por isso, vale ressaltarmos que, na prática, eles podem ser representados de duas formas: em percentual ou em valor monetário. 

  • Percentual: os juros representam quanto será pago em um empréstimo, por exemplo, sobre o saldo devedor. Também funciona no caso de uma aplicação financeira;
  • Monetário: neste caso, os juros significam quanto de dinheiro o devedor precisa pagar pelo empréstimo. Para aplicações, representa a quantidade que a pessoa irá receber por ter realizado certo investimento. 

Tipos de juros

Para entender melhor como os juros funcionam em nosso dia a dia e quais as aplicações, é necessário aprender a diferença entre os juros simples e os juros compostos. 

Juros simples

Este tipo de juros não se altera ao longo do período. Com isso, a taxa negociada antes da operação será a mesma no início, durante e no fim do contrato. 

Juros composto

No caso dos juros compostos, o cálculo ocorre levando em consideração a atualização que o capital teve durante o período. Por esse motivo, ele é um dos mais temidos pelas pessoas. 

Com os juros compostos, a taxa vai incidir não somente no valor inicial, mas também sobre os juros acumulados. 

Esses dois tipos de juros são os mais conhecidos e mais presentes no dia a dia, mas existem outros tipos que também podemos citar:

  • Juros nominais: taxas adequadas para exemplificar os efeitos da inflação em certo período;
  • Juros de mora: é bem utilizado quando você atrasa um pagamento, por exemplo. Esta é uma taxa fixa e não pode ultrapassar 2%;
  • Juros reais: aqui não vemos efeitos da inflação. Por isso, é uma modalidade que tende a ser menor que a taxa nominal;

  • Juros sobre capital próprio: é específico para dividendos de empresas. Esta é uma forma de remunerar os acionistas, dividindo os juros sobre o capital próprio, pagos a partir dos lucros dos anos anteriores;
  • Juros rotativos: normalmente são altos e incidem sobre o saldo da dívida. Um exemplo dessa modalidade são os juros sobre uma fatura de cartão de crédito que recebeu o pagamento parcial. 

Qual é a importância do cálculo de juros em um empréstimo?

A taxa de um empréstimo funciona como um seguro para a instituição financeira. Isso porque é possível que alguns credores não paguem o crédito solicitado. 

Desse modo, existem diversos fatores que interferem na definição da taxa de juros do empréstimo e cada empresa possui suas próprias regras. A situação econômica do Brasil e a política de crédito interna são os itens que mais contribuem. 

Como é feito o cálculo de juros simples?

Como o próprio nome já diz, fazer o cálculo de juros simples não é uma tarefa complexa, porque a taxa é aplicada apenas ao capital inicial. 

Para exemplificar, vamos supor que você emprestou R$ 1000 a uma taxa de juros de 10% ao ano, por três anos. Então, a situação será a seguinte: 

  • 1º ano: R$ 1.000,00 a 10% = R$ 1.100,00 (R$ 100,00 de juros);
  • 2º ano: R$ 1.100,00 a 10% = R$ 1.200,00 (+ R$ 100,00 de juros);
  • 3º ano: R$ 1.200,00 a 10% = R$ 1.300,00 (+ R$ 100,00 de juros).

Quando este período passar, você receberá R$ 1300 que diz respeito a soma dos R$ 1000 que emprestou + R$ 300 de juros simples. 

Podemos notar que os juros de cada ano são sempre os mesmos: R$ 100,00. Fora o exemplo, podemos utilizar uma fórmula matemática:

J = C x i x t 

Nela:

  • J = Juros
  • C = Capital emprestado
  • i = Taxa de juros do período
  • t = Tempo.

Assim, para o exemplo acima, temos: J = 1000 x 0,1 x 3, o que dá um total de R$ 300.

Como é feito o cálculo de juros compostos?

O cálculo dos juros compostos são um pouco mais complexos, mas fique tranquilo que também é super possível aprender. O que muda, inicialmente, é a aplicação da taxa. 

Enquanto no cálculo dos juros simples a taxa medida em percentual é baseada apenas sobre o valor inicial, no caso dos juros compostos, a taxa é aplicada também sobre os juros incorporados no decorrer do tempo (famoso juros sobre juros). 

Assim, a forma de crescimento dos juros simples é linear, mas a dos juros compostos é exponencial. Para exemplificar, vamos usar o mesmo valor (R$1000) e período (três anos) dos juros simples:

  • 1º ano: R$ 1.000,00 a 10% = R$ 1.100,00 (R$ 100,00 de juros)
  • 2º ano: R$ 1.100,00 a 10% = R$ 1.210,00 (+R$ 110,00 de juros)
  • 3º ano: R$ 1.210,00 a 10% = R$ 1.331,00 (+R$ 121,00 de juros)

O resultado é que teremos, após os três anos, R$ 331,00 de juros compostos, ou seja, R$ 31 a mais do que no cálculo dos juros simples. 

Com isso, para calcular os juros compostos, você pode usar a fórmula a seguir:

M = C(1+i)^t 

Nela: 

  • M = Montante a pagar
  • C = Capital emprestado
  • i = Taxa de juros
  • t = Tempo.

Dessa forma, para o exemplo utilizado temos:

  • M = R$ 1.000,00*(1+0,1)^3
  • M = R$ 1.000,00*(1,1)^3
  • M = R$ 1.000,00*1,331
  • M = R$ 331,00.

Com esse passo a passo, você consegue calcular os juros tranquilamente, mas caso tenha ficado com alguma dúvida, é só deixar aqui nos comentários que iremos te ajudar!

Agora que você já sabe como funciona e qual a importância dessa taxa, aproveite para compartilhar este post com seus amigos!

Escrito por: Provu

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Informações gerais sobre as operações de crédito ofertadas: a taxa de juros para empréstimo pessoal varia de 1,99% a 10,95% ao mês. O CET (Custo Efetivo Total) pode variar de 2,39% a.m. (32,77% a.a.) a 11,17% a.m. (256,33% a.a.), dependendo da análise de crédito do cliente e do prazo de pagamento, que pode ser de 12,18, 24, 30 ou 36 meses.

 

Exemplo: valor: R$ 9.000,00; prazo: 18 meses; taxa de juros: 3,52% a.m.; 51,52% a.a.; CET 58,35% a.a.; parcelas: R$ 702,09; IOF: R$ 242,13; valor total: R$ 12.637,62. Estes valores são exemplificativos e poderão variar de acordo com a política de crédito.