Cheque especial ou cartão de crédito: quem é o vilão?

Atenção! A Provu não solicita depósito antecipado ou PIX para a liberação do empréstimo. Isso é crime.

Cheque especial ou cartão de crédito: quem é o vilão?

Por Mirela Alves

5 min de leitura

Publicado em 24 abr, 2018

Atualizado em 30 jun, 2022

5 min de leitura

Link Copiado!

No final do ano passado a PROTESTE fez um estudo que apontava que o brasileiro pagava um dos maiores juros do mundo. Na ocasião a entidade comparou as taxas que eram cobradas no rotativo dos cartões de crédito em oito países e chegou a esta conclusão. O fato é que o cheque especial não é muito diferente. Com altas taxas, uma dívida neste ativo poderia se quadruplicar em um ano.

Atenção com o cheque especial!

Ainda que as regras para o cheque especial devam mudar a partir de julho, os juros desta modalidade de crédito ainda passam de 320% ao ano. Por isso, tome cuidado com este vilão da sua saúde financeira.

Devido aos juros altos, o seu uso é recomendado apenas em situações emergenciais, e também quando se está consciente de que conseguirá pagar o valor do cheque especial no curto prazo. Caso contrário, poderá facilmente perder o controle e não conseguir pagar a dívida que cresce de forma muito rápida. Muitos não têm conhecimento dos juros compostos, mas o mais importante é ter consciência de que eles fazem com que uma dívida cresça rapidamente.

Vamos exemplificar para ficar mais fácil. Vamos supor que você utilizou R$ 1.000,00 do cheque especial em janeiro. Considerando uma taxa de juros mensal que seja de 10%, daqui a um mês, em fevereiro, a sua dívida será de R$ 1.000,00 + R$ 100,00 = R$ 1.100,00. Em março, muitos podem pensar que terá um acréscimo de R$ 100,00, o que deixará a dívida no total de R$ 1.200,00. Infelizmente não é assim que funciona. A sua dívida atualizada em março será R$ 110,00 (10% em relação a dívida de fevereiro).

Se em uma ano você ficar sem pagar esta dívida, além de ter seu nome negativado, ela deixará de ser de R$ 1000 e passará a ser de R$ 3.138,00.

O limite de cheque especial de um cliente é baseado na relação que ele possui com o banco e em suas movimentações financeiras. Ele funciona como um empréstimo pré-aprovado para situações emergenciais.

Dívidas no cartão de crédito

Mas não só o cheque especial é vilão. Como já vimos, ter dívidas no cartão de crédito não é uma uma boa ideia. Rapidamente os juros fazem com que o saldo devedor cresça muito. A verdade é que tanto um quanto outro podem atrapalhar sua saúde financeira.

Qual o juro mais alto, cartão ou cheque especial?

Mas afinal, qual juro é maior cheque especial ou cartão de crédito? Em geral os juros do cartão de crédito são mais caros do que os do cheque especial, chegando a 400% ao ano, em média. Contudo, é sempre necessário analisar as condições oferecidas pelo seu banco e pela administradora do cartão.

Diferença entre crédito pessoal e cheque especial

O crédito pessoal nada mais é do que um empréstimo. Para consegui-lo o cliente passa por uma análise de crédito e só depois de aprovado o recebe. Por este motivo, seus juros são mais baixos que no cheque especial, crédito que o cliente recebe sem passar pela análise.

Como no cheque especial o risco para o banco é maior, pois não considera a saúde financeira atual do cliente, mais juros são cobrados. No crédito pessoal há mais burocracia e seleção, mas isso garante uma melhor oportunidade para quem tem condições de conseguir um empréstimo pois tem nome limpo e boa condição de renda.

Algumas pessoas acabam usando o recurso por vergonha de buscarem o gerente do banco para verificar opções de crédito, por exemplo. Uma alternativa a isso é fazer a simulação de empréstimo online.

Cheque especial ou empréstimo pessoal?

Caso tenha uma dívida em aberto, já pensou em transferí-la? Transferência de dívida é uma troca em que você substitui um gasto maior por outro menor. É vantajoso quando a dívida existente possui juros elevados. Nessas situações, a transferência de dívida é útil, pois você conseguiria diminuir significativamente os custos. Uma maneira de se conseguir pode ser por meio de um empréstimo, no qual o valor tomado consiga amortizar ou liquidar a conta. Na Provu, por exemplo, a taxa de  CET (Custo Efetivo Total) do empréstimo pessoal parte de 2,97% ao mês, o que significa 42,8% ao ano.

Quando vale a pena usar o cheque especial?

Alguns bancos oferecem a opção de usar o cheque especial por alguns dias sem que se pague juros por isso. Se este for o seu caso, pode optar por esta solução. Contudo, é preciso ficar bastante atento, pois se passar do período precisará pagar as taxas de juros totais.

SOLICITAR MEU EMPRÉSTIMO

Escrito por: Mirela Alves

Sem comentários ...

Fazer um comentário:

Conteúdos relacionados
Educação Financeira
Teste: como está sua saúde financeira?

A equipe da Provu preparou um teste para você saber como anda sua saúde financeira e se você precisa p...

27 abr, 2022
Ler artigo
Educação Financeira
Previdência Social: entenda o que é e como funciona

Você já deve ter ouvido idosos falar sobre previdência social. Mas afinal, do que se trata este termo ...

21 abr, 2022
Ler artigo
Educação Financeira
Renda extra: o que é e como ganhar em 2022?

Renda extra é o assunto do momento, e nada melhor do que começar o ano ganhando mais dinheiro, não é m...

14 abr, 2022
Ler artigo
s

A provu.com.br pertence à PROVU, CNPJ: 20.265.259/0001-71, com sede na Rua Pais Leme, 524 – Pinheiros, São Paulo – SP, Brasil – CEP: 05424-010.

 

A Provu não é uma instituição financeira, mas sim um prestador de serviços correspondente bancário nos termos do artigo 2º, da Resolução CMN nº 3.954, de 24 de fevereiro de 2011 atuando para as instituições financeiras: SOROCRED CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S/A – CNPJ: 04.814.563/0001-74 e PROVU SOCIEDADE DE CRÉDITO DIRETO S.A – CNPJ Nº 42.627.615/0001-92.

 

Informações gerais sobre as operações de crédito ofertadas: a taxa de juros para empréstimo pessoal varia de 1,99% a 10,95% ao mês. O CET (Custo Efetivo Total) pode variar de 2,39% a.m. (32,77% a.a.) a 11,17% a.m. (256,33% a.a.), dependendo da análise de crédito do cliente e do prazo de pagamento, que pode ser de 12,18, 24, 30 ou 36 meses.

 

Exemplo: valor: R$ 9.000,00; prazo: 18 meses; taxa de juros: 3,52% a.m.; 51,52% a.a.; CET 58,35% a.a.; parcelas: R$ 702,09; IOF: R$ 242,13; valor total: R$ 12.637,62. Estes valores são exemplificativos e poderão variar de acordo com a política de crédito.