CRI: Veja o que é e como funciona 

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CRI: Veja o que é e como funciona 

Por Provu

6 Minutos

Publicado em 09 dez, 2021

Atualizado em 09 dez, 2021

6 min de leitura

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No mundo financeiro, não é nada fácil gravar o significado de tantas siglas disponíveis. Quando falamos de CRI, devemos lembrar sempre dos títulos de renda fixa, ou seja, os Certificados de Recebíveis Imobiliários. Num geral, estes papéis são uma forma que algumas empresas utilizam para captar recursos.

Ainda não entendeu? A gente explica por meio de exemplo: uma empresa do setor imobiliário (e agronegócio) fez vendas parceladas ao realizar suas atividades, mas necessita do dinheiro à vista. Nesta etapa, uma companhia estrutura a dívida do cliente final, transformando os créditos a receber em títulos negociáveis. Sendo assim, se você coloca o seu dinheiro em um CRI, está comprando pagamentos futuros acrescidos de juros, dentro de um prazo estipulado.

Qual é a rentabilidade do Certificado de Recebíveis Imobiliários?

O retorno do Certificado de Recebíveis Imobiliários costuma ser acima de 100% do CDI e é bem semelhante aos demais ativos de renda fixa, pois pode ser pré-fixado, pós fixado ou híbrido:

  • Pré-fixado: é uma taxa que o investidor já sabe a rentabilidade, por exemplo 7% ao ano. Ou seja, no ato da compra, é possível saber qual será o rendimento até o vencimento. Quando os juros da economia estão em queda ou baixos, pode ser uma boa alternativa.
  •  Pós-fixado: neste caso, dois índices estão atrelados: CDI e taxa Selic. Com isso, o investidor recebe um percentual do indicador. Por exemplo: 100% do CDI ao ano.
  • O modelo híbrido possui duas partes no processo: uma fixa e um indexador (10% + IPCA). Para obter ganho real sobre um índice da economia, esta pode ser a melhor escolha. O modelo também costuma ser presente em carteiras com objetivo para aposentadoria e investimentos de longo prazo

Fora essas classificações, a rentabilidade pode ser considerada High Grade, que consiste em um título com emissor de alta capacidade de pagamento, ou High Yield, que trata de um ativo com rendimento maior e risco mais elevado.   

Qual é o prazo de investimentos?

Os CRIs são títulos de longo prazo. Portanto, podem variar de 2 a 10 anos (algumas alternativas chegam a até 15 anos). É preciso lembrar que, geralmente, não permitem um resgate antecipado, caso o investidor queira garantir a rentabilidade prometida no ato da compra. É uma aplicação ideal para perfis de investidores moderados e agressivos. 

Qual é o investimento mínimo?

Não existe um investimento mínimo para os Certificados de Recebíveis Imobiliários. Existem aplicações entre R$ 2 mil a R$ 20 mil, mas é comum que o aporte inicial de um CRI seja a partir de mil reais.

Quais são as vantagens do CRI?

Como tudo na vida, o CRI tem as suas vantagens e desvantagens. Mas, se você tiver atenção nas aplicações, é possível fazer bons investimentos e obter retornos bem atrativos com a aplicação. Sendo assim, algumas das vantagens são: 

  • Facilidade de gerir os papéis (investimento);
  • Rentabilidade bem maior do que a poupança;
  • Renda fixa com baixos riscos e rendimentos atrativos;
  • Isenção do Imposto de Renda.

Quais são as desvantagens do CRI?

O principal risco de investir no CRI é sobre o emissor, que pode falir ou não pagar os rendimentos. Caso isso aconteça, o investidor perde todo o dinheiro aplicado. Mesmo que exista garantias de seguradoras, o processo acaba trazendo dor de cabeça por ser custoso e lento. O CRI não está coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito.  

Um outro risco é referente à liquidez, já que o valor só pode ser sacado após o vencimento. Se o investidor quiser realizar um resgate antecipado, depende da Lei de Oferta e Demanda do mercado 

Taxas e impostos do CRI

Como citamos em uma das vantagens do CRI, este tipo de rendimento são isentos de Imposto de Renda e também de IOF para pessoas físicas. O que quer dizer que a taxa informada no ato da compra dos títulos já é líquida e não terá nenhum tipo de desconto (nem mesmo aquela taxa de administração super comum). 

Já para pessoa jurídica, os rendimentos seguem a tabela regressiva: 

  1. 22,5% até 180 dias corridos;
  2. 20,0% entre 181 e 360 dias corridos
  3. 17,5% entre 361 e 720 dias corridos;
  4. 15,0% após 720 dias corridos.

Diferença entre CRI e LCI

O CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e o LCI (Letra de Crédito Imobiliário) são tipos de investimento em renda fixa onde o investidor insere recursos no setor imobiliário e aguarda o retorno com estes ativos. Mas como funciona o LCI e qual a diferença entre as duas nomenclaturas? 

O que é LCI?

As Letras de Crédito Imobiliário são títulos de renda fixa negociados no mercado financeiro para conseguir capital e financiar operações de crédito e, assim como os CRI, voltada para o setor de imóveis.

Este tipo de aplicação vista principalmente entre os investidores como algo seguro e acessível para qualquer pessoa. Entretanto, sua maior desvantagem está na baixa liquidez, tudo isso por conta do prazo mínimo de resgate (são 90 dias corridos).

Com isso, algumas diferenças é que o órgão emissor das LCIs são Bancos e a proteção é o Fundo Garantidor de Crédito, diferente das CRIs, emitidas por securitizadoras e não contam com a proteção do FGC.

Vale a pena investir no Certificado de Recebíveis Imobiliários?

Tudo vai depender do seu perfil de investidor e objetivos dentro do mercado de investimentos. No Brasil, o setor imobiliário tem uma grande presença e uma das formas de aproveitar todo este potencial é por meio do CRI. 

Você já passou em frente um empreendimento que parece que surgiu do dia para a noite? Pois é, com certeza não saiu barato e parte deste valor vem dos investimentos que as pessoas realizam. Com isso, a modalidade acabou se tornando uma opção viável para ganhar dinheiro, principalmente pelo CRI ser um investimento mais seguro. 

De toda forma, é preciso se educar sobre o mercado financeiro e estudar sobre o tipo de investimento que você deseja realizar. Isso porque assim como todos são capazes de investir, muitos podem acabar perdendo um grande valor caso aplique no mercado de forma “errada”.

Escrito por: Provu

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Informações gerais sobre as operações de crédito ofertadas: a taxa de juros para empréstimo pessoal varia de 1,99% a 10,95% ao mês. O CET (Custo Efetivo Total) pode variar de 2,39% a.m. (32,77% a.a.) a 11,17% a.m. (256,33% a.a.), dependendo da análise de crédito do cliente e do prazo de pagamento, que pode ser de 12,18, 24, 30 ou 36 meses.

 

Exemplo: valor: R$ 9.000,00; prazo: 18 meses; taxa de juros: 3,52% a.m.; 51,52% a.a.; CET 58,35% a.a.; parcelas: R$ 702,09; IOF: R$ 242,13; valor total: R$ 12.637,62. Estes valores são exemplificativos e poderão variar de acordo com a política de crédito.