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Taxa DI: entenda o que é e como funciona

Atualizado em 27 de dezembro de 2021

5 minutos de leitura

por Provu

taxa DI

A Taxa DI, mais conhecida como CDI, é uma sigla para Depósito Interbancário e é uma taxa base para que os bancos realizem empréstimos entre si.

Quem conhece ou está em busca de investir em renda fixa ou variável, já se deparou com diversas siglas. 

De primeira, parece até um “bicho de sete cabeças” gravar o que significa cada uma delas. Porém, com o tempo, os assuntos vão se tornando mais familiares e é possível entender o que os termos significam.

A taxa DI é mais um destes termos que existem no mercado de finanças, porém, ela é super importante, já que serve como base para diversos produtos financeiros, especialmente de renda fixa. 

Neste post, vamos falar um pouco mais sobre essa taxa e como ela se faz presente em nosso dia a dia. Confira! 

O que é a taxa DI?

DI é a sigla para Depósito Interbancário e esta taxa, também conhecida como CDI, representa os juros pagos pelos bancos ao realizarem empréstimos entre si. 

Mas por que as instituições financeiras fazem isso? 

Essas movimentações entre bancos acontecem porque o BACEN (Banco Central) possui uma norma em que afirma que todos os bancos brasileiros devem fechar o dia com um saldo positivo no caixa. 

Desse modo, tais operações utilizam o CDI e servem para manter o sistema financeiro estável e saudável. 

Como funciona a taxa DI?

Sempre que os bancos ficam com o caixa negativo, eles podem recorrer a outras instituições financeiras que tenham sobra de caixa para fazer empréstimo.

Com isso, existem duas formas para os bancos tomarem dinheiro emprestado: os Depósitos Interbancários (DIs ou CDIs) e as operações compromissadas. 

Depósitos Interbancários

Os depósitos Interbancários requerem que os bancos emitam um título de renda fixa (CDI). Ele é similar ao Certificado de Depósito Bancário (CDB), mas apenas os bancos podem comprar. 

Com isso, a taxa DI corresponde à média das taxas de juros dos depósitos interbancários com prazo de um dia. Ou seja, é equivalente à remuneração média que os bancos tomadores de empréstimo pagam para aqueles que emprestam o dinheiro.

Operações compromissadas

As operações compromissadas são muito parecidas com o CDI. Mas, nesse caso, os bancos que pedem dinheiro colocam os títulos públicos em carteira como garantia de empréstimo. Com isso, os CDIs apresentam maior risco, já que não contam com garantias. 

Por outro lado, nas operações compromissadas, a instituição emprestadora pode ficar com os títulos públicos em caso de inadimplência, tornando este modelo o mais seguro. A taxa de juros das operações compromissadas é a Selic efetiva, estabelecida pelo Banco Central. 

Como a taxa DI influencia os investimentos?

Como vimos acima, a taxa DI também funciona como uma referência para a rentabilidade de investimentos de renda fixa e também de alguns fundos de investimento. 

Isso porque os títulos privados de renda fixa geralmente remuneram um percentual da taxa DI quando estão na categoria de pós-fixados. 

Nesse sentido, como o rendimento para investimentos de renda fixa é dado em porcentagem, uma Letra de Crédito Imobiliário (LCI) que paga 90% do CDI tem como referência o percentual da taxa DI indicada no dia consultado. 

Em outras palavras, se um CDB render 105% do CDI, isso significa que ele rende uma taxa de juros maior do que a taxa DI daquele dia.

Por isso, utilizar a taxa DI como uma referência para ver a performance da carteira de investimentos pode ser bastante eficaz. 

Qual é a diferença entre taxa DI e Selic?

Muitos investidores apresentam dúvidas sobre qual é a diferença entre a taxa DI e a taxa Selic

Apesar de muitos confundirem, elas não representam a mesma taxa. Enquanto a taxa DI é calculada de acordo com os juros praticados para empréstimos entre os bancos de curto prazo, a taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter o controle da inflação.

Ainda, a taxa Selic é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). É ela quem mantém o volume de dinheiro em circulação, sendo considerada a taxa básica de juros da economia.

Apesar das diferenças, é comum que a taxa DI e a Selic estejam próximas uma da outra, já que a variação entre as duas costuma ser de poucos pontos decimais. 

Normalmente, quem acompanha de perto a Selic poderá confirmar que a taxa DI é menor, já que ela considera apenas o risco dos títulos privados, diferente da taxa Selic, que acompanha o risco do governo como um todo.

3 investimentos com rentabilidade atrelada à taxa DI

Alguns investimentos utilizam a taxa DI como parâmetro para a rentabilidade. Com isso, é válido conhecermos alguns para que você veja qual se encaixa melhor no seu perfil de investidor e construa a sua carteira! 

CDB

Os CDBs ou Certificados de Depósitos Bancários são os mais conhecidos dos investimentos que também utilizam a taxa DI. Eles estão disponíveis na maioria das instituições financeiras e acabam sendo uma das primeiras opções para quem deseja migrar o dinheiro da poupança para um investimento mais rentável. 

#DicaProvu: conheça mais sobre o CDB

LCI

As também conhecidas como Letras de Crédito Imobiliário, estão relacionadas, como o próprio nome diz, ao setor imobiliário. Os bancos, sociedades de crédito imobiliário, associações de poupança e empréstimo, e companhias hipotecárias que queiram captar recursos também podem utilizá-las.

#DicaProvu: conheça mais sobre LCI

LCA

As Letras de Crédito do Agronegócio são títulos que captam recursos para as pessoas que fazem parte da cadeia do agronegócio. 

Os produtores rurais, cooperativas, e até mesmo financiamentos relacionados à produção ou à comercialização, beneficiamento ou industrialização de produtos agropecuários, insumos ou máquinas usadas no setor podem utilizar as LCAs.

#DicaProvu: conheça mais sobre LCA


Agora que você já conhece um pouco mais sobre a taxa DI, aproveite para continuar navegando no Blog da Provu e aprender melhor sobre outros termos do mercado financeiro!

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