Portabilidade de crédito: como fazer?

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Portabilidade de crédito: como fazer?

Por Provu

6 Minutos

Publicado em 13 mai, 2021

Atualizado em 13 mai, 2021

6 min de leitura

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Se você acompanha os conteúdos por aqui, sabe que um de nossos assuntos favoritos é o de educação e planejamento financeiro. Dito isso, não poderíamos deixar de lado a portabilidade de crédito. Você talvez ainda não tenha ouvido, mas o Banco Central a autorizou em 2013, permitindo que pessoas troquem dívidas caras, por outras mais baratas. Esse é um termo bastante usado, inclusive, quando falamos em organizar as finanças. 

A ideia da portabilidade é permitir que pessoas possam buscar melhores oportunidades como taxas menores e prazos de pagamento, o que acaba estimulando a concorrência entre instituições financeiras.

Quer saber mais a respeito? Veja o texto até o fim.

Como funciona?

Tomar crédito, ou os bons e velhos empréstimos, é algo muito comum entre nós brasileiros. Agora, o que acontece quando você faz um empréstimo pessoal, por exemplo, através do banco onde você já possui uma conta, mas ao longo do tempo percebe que as taxas de juros aplicadas são muito altas e você não conseguirá arcar com o restante das parcelas? Você continua com o mesmo empréstimo e espera que a dívida vire uma bola de neve?

A portabilidade de crédito permite que você leve sua dívida do banco original à uma nova instituição financeira. Para isso, basta solicitar ao banco o saldo devedor para quitação antecipada. Dessa forma, a instituição calcula a dívida presente, sem considerar os juros atrelados às parcelas futuras. 

Com essa informação em mãos, você pode procurar uma instituição financeira que tenha melhores taxas e apresentar sua proposta. Se a dívida for aceita, a nova instituição quita o contrato e assume a dívida.

Vale lembrar que as instituições financeiras têm a obrigação de enviar as informações do saldo devedor em até um dia útil. Caso isso não aconteça, os canais de reclamação do Banco Central servem exatamente para isso. 

Tipos de crédito para fazer a portabilidade

Conheça as modalidades de crédito que são aceitas para portabilidade:

  • Crédito pessoal e consignado: essas modalidades são as mais comuns e mais facilmente aceitas pelas instituições financeiras. Em casos de empréstimos pessoais e consignados, fique atento já que saldo devedor, número de parcelas e prazo do contrato devem seguir as mesmas condições do banco original. No entanto, a vantagem é ter parcelas menores, já que as taxas de juros serão menores. O ponto principal é a economia que você terá no final. 

Ao escolher um banco ou fintechs para assumir sua dívida antiga, nunca deixe de fazer simulações antes de tomar uma decisão. Para o empréstimo pessoal, aqui você faz uma simulação rápida e segura, que vai te ajudar a tomar a melhor decisão para o seu bolso.

  • Crédito imobiliário: sim! Financiamentos imobiliários também são passíveis de portabilidade, ainda que você precise ficar atento a algumas considerações. 

Ao escolher a instituição financeira, você precisa ter a certeza de que todas as informações de taxas, valores de documentação e avaliação do imóvel serão passadas.

  • Crédito salário: se você é um servidor público ou empregado de uma empresa privada, sabe que as empresas e instituições têm bancos com os quais eles costumam operar ao pagar seus funcionários mensalmente. O que nem todos sabem, é que você é livre para escolher o banco com o qual deseja trabalhar e receber sua remuneração. Para isso, basta passar as informações bancárias ao banco original da empresa. Essa operação acontece pelo tempo que você quiser e é gratuita. Basicamente, todos os meses a empresa autorizará o pagamento e quando o dinheiro cai na sua conta, ele é transferido automaticamente para a conta do banco que você escolheu.

Quais os custos da portabilidade?

O Banco Central não especifica nada quanto a obrigatoriedade ou não de cobranças de tarifas adicionais quando você escolhe por uma portabilidade. Isso deve fazer parte do seu planejamento, quando coloca todos os prós e contras no papel. O que pode acontecer é a instituição financeira lhe cobrar alguma tarifa pela abertura da nova conta.

Quando fazer uma portabilidade?

A portabilidade de crédito pode ser um grande passo para quando você possui crédito contratado e decide tomar um novo rumo para a sua vida financeira. 

Existem momentos onde você compreende que a dívida está fora de controle e você não tem condições de honrar com as parcelas que se vão acumulando mensalmente. Quando isso acontece, por que insistir em manter o crédito se acumulando? Por não pesquisar instituições que ofereçam taxas melhores e trocar a dívida por uma barata?

Os principais pontos de uma portabilidade são sempre a economia. Se você possui uma dívida com uma instituição financeira e existe a possibilidade de economizar, esse pode ser o momento.

Cuidado!

  • Compare o CET (Custo Efetivo Total) do seu contrato atual e daquele que pretende assumir. O CET é o acúmulo de todas as taxas e encargos que estão inclusos ali dentro da sua modalidade de crédito, e não estamos falando apenas da taxa de juros. É claro que o CET oferecido pela nova instituição, deve ser menor que o atual.
  • Planeje, e esse sempre será nosso melhor conselho! O planejamento impede que você tome a decisão sem garantir que é o melhor negócio. Além de lhe dar uma visão exata do valor total das suas dívidas.
  • Pesquisa muito sobre as instituições que oferecem a portabilidade que você precisa. Além disso, tenha certeza que as taxas oferecidas são de fato mais vantajosas. E, também, quais tipos de oportunidades elas oferecem no caso de uma mudança.

Por fim, ainda tem dúvidas? Entre em contato por meio dos comentários.

Escrito por: Provu

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Informações gerais sobre as operações de crédito ofertadas: a taxa de juros para empréstimo pessoal varia de 1,99% a 10,95% ao mês. O CET (Custo Efetivo Total) pode variar de 2,39% a.m. (32,77% a.a.) a 11,17% a.m. (256,33% a.a.), dependendo da análise de crédito do cliente e do prazo de pagamento, que pode ser de 12,18, 24, 30 ou 36 meses.

 

Exemplo: valor: R$ 9.000,00; prazo: 18 meses; taxa de juros: 3,52% a.m.; 51,52% a.a.; CET 58,35% a.a.; parcelas: R$ 702,09; IOF: R$ 242,13; valor total: R$ 12.637,62. Estes valores são exemplificativos e poderão variar de acordo com a política de crédito.