Dívidas maiores que os gastos fixos: o que fazer?

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Dívidas maiores que os gastos fixos: o que fazer?

Por Provu

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Publicado em 03 ago, 2016

Atualizado em 28 jun, 2022

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E, então? Suas dívidas estão maiores do que os seus gastos fixos (moradia, saúde, transporte, alimentação)? Leia abaixo as dicas que preparamos para mapear os seus rendimentos mensais, a fim de colocar o seu orçamento em dia e não sofrer com os juros cumulativos!

1. Planilha de organização financeira

Para mapear o seu rendimento mensal, e analisar o quanto as suas dívidas estão consumindo-o, você precisa de um planejamento. Por que? Com o auxílio da planilha, você pode classificar os seus gastos por fixos -- referentes à casa, moradia, saúde, transporte e dívidas -- e variáveis, sendo esses relacionados ao seu estilo de vida. Por exemplo, você pode ir ao cinema duas vezes nesse mês, contudo, no próximo ir nenhuma. Esse tipo de gasto é variável.

2. Você sabe o Custo Efetivo Total de suas dívidas?

Com o mapeamento do seu rendimento mensal e o planejamento financeiro feito, você terá uma visão clara das suas dívidas e gastos fixos e variáveis. Com isso, você precisa saber quanto falta para liquidar cada compromisso financeiro pendente. As parcelas das dívidas ultrapassam o seu rendimento? Se sim, você deve começar cortando os variáveis, conforme o último exemplo. Lembre-se: essa medida é para ajudá-lo a colocar as suas dívidas em dia e não durará para sempre se não tiver a disciplina necessária. Para isso, você precisa avaliar o Custo Efetivo Total (CET) e não apenas a taxa de juros.

3. Você precisa cortar todos os seus gastos supérfluos

Os gastos supérfluos são os variáveis e eles são os vilães de todo planejamento financeiro. Por serem variáveis, nem sempre podemos antecipá-los, contudo, podemos evitá-los. Para isso, você deve se fazer duas perguntas básicas antes de adquirir qualquer item que não esteja no planejamento:

  • De 0 a 10, qual a necessidade imediata desse produto? Essa é simples: se for menos que 5, a necessidade não é imediata; se for entre 6 e 8, você pode considerar juntar mais dinheiro e comprar no próximo mês; agora, se estiver entre 9 e 10, não há como discutir a necessidade, contudo, nessa hora vale avaliar todas as pessoas, a fim de adquirir a que mais encaixa no seu bolso.
  • Você possui a quantia para comprá-lo à vista ou parcelado? Se for parcelado, em quantas vezes? As parcelas mensais estão dentro do seu orçamento ou extrapolam a quantia máxima dos seus gastos variáveis?

4. Lembre-se: não tenha desculpas para usar o cartão de crédito

Um dos principais vilões do orçamento, caso a pessoa não tenha uma boa gestão financeira, é o cartão do crédito acompanhado dos juros rotativos. Por quê? Caso não tenha disciplina com o seu rendimento mensal e, não consiga pagar sempre o total da fatura, as dívidas dele podem virar uma bola de neve ainda pior. Por isso, não use o cartão de crédito como desculpas para acumular milhas e economizar na próxima viagem de férias ou algo do tipo.

Bônus: Aproveite as promoções e não compre por impulso

Pode parecer sempre bom, mas nem sempre comprar na promoção é um bom negócio. Adquirir um produto mais barato só pelo fato de não estar em oferta pode prejudicar as suas finanças e te deixar endividado. Mas como aproveitar as promoções do jeito certo? A gente separou algumas dicas de como aproveitar as ofertas sem estourar o cartão de crédito ou o cheque especial.

Questione, "eu preciso disso? ". Essa é a principal pergunta que deve ser respondida, mesmo quando a promoção é muito boa. Se a resposta for não, deixe para lá. Muitas vezes as compras por impulso são as grandes culpadas pelos problemas nas finanças e atrapalham naquela meta de guardar dinheiro que nunca é atingida.

Descobrir o seu perfil financeiro pode ajudar nessa etapa! Faça o teste!

Acompanhe o preço do produto para não acumular dívidas

Aproveite as ferramentas de comparação de preços na internet e acompanhe o que você quer comprar por um tempo. Assim você saberá o valor médio da mercadoria e terá certeza que a promoção é de verdade.

Compre depois das datas comemorativas

Natal, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Dia dos Namorados são as principais datas do comércio. Aproveite para comprar logo depois, quando o comércio costuma fazer promoções para renovar o estoque.

No caso de vestuário, fique atento às trocas de coleção, geralmente no fim das estações.

Evite o cartão de crédito

Se o produto estiver com um preço bom e for indispensável a compra naquele momento, tudo bem parcelar. Mas, se não existe tanta pressa, guarde o dinheiro e tente pagar à vista. O desconto, mesmo na promoção, é sempre maior.

Compare

Consulte sites que comparam preços para o item que você deseja em diferentes lojas, assim você terá maiores referências das oscilações de valor ao longo do ano e saberá se, de fato, está fazendo um bom negócio.

Defina limites das dívidas

Analise seu orçamento e determine um teto para os seus gastos com as promoções, sempre priorizando itens que são realmente necessários. Lembre-se que o valor não pode fazer falta mais à frente quando os boletos chegarem.

Aproveitou a Black Friday?

A gente já falou sobre os perigos que a Black Friday pode trazer, mas se um produto que você realmente precisou estava na promoção,foi bom ter aproveitado.

Evite o shopping e dê fim às dívidas

Se você está com o dinheiro contato e não se controla muito, evite usar o shopping como lazer. Prefira locais como parques para passar o tempo. É mais saudável e faz bem para o bolso.

Por fim, se você quer tirar mais alguma dúvida deixe nos comentários para nossa equipe.

Escrito por: Provu

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Informações gerais sobre as operações de crédito ofertadas: a taxa de juros para empréstimo pessoal varia de 1,99% a 10,95% ao mês. O CET (Custo Efetivo Total) pode variar de 2,39% a.m. (32,77% a.a.) a 11,17% a.m. (256,33% a.a.), dependendo da análise de crédito do cliente e do prazo de pagamento, que pode ser de 12,18, 24, 30 ou 36 meses.

 

Exemplo: valor: R$ 9.000,00; prazo: 18 meses; taxa de juros: 3,52% a.m.; 51,52% a.a.; CET 58,35% a.a.; parcelas: R$ 702,09; IOF: R$ 242,13; valor total: R$ 12.637,62. Estes valores são exemplificativos e poderão variar de acordo com a política de crédito.