Reserva de Emergência: o que é e para que serve?

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Reserva de Emergência: o que é e para que serve?

Por Provu

6 Minutos

Publicado em 06 jan, 2022

Atualizado em 06 jan, 2022

6 min de leitura

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Mais da metade dos brasileiros (52,1%) não possuem uma reserva de emergência, segundo uma pesquisa da ANBIMA.

Essa falta de organização financeira é um grande erro, porque em momentos de necessidade ou urgência, como questões de saúde ou desemprego, esse tipo de economia pode fazer toda a diferença na sua tranquilidade.

Assim, se você tem uma reserva de emergência, não vai ficar tão preocupado quando precisar falar que “imprevistos acontecem”.

Mas afinal, o que é reserva de emergência e como fazer com que o processo seja ainda melhor para você e a sua família? Descubra neste post!

O que é reserva de emergência?

De forma resumida, um fundo de emergência é uma quantia que você acumula para garantir sua estabilidade e padrão de vida por determinado período (geralmente recomendado de, no mínimo, 3 a 6 meses). 

A pandemia provou ainda mais a importância de se programar e se educar financeiramente, porque muitas pessoas passaram pela crise e perderam o emprego, por exemplo. Por isso, ter uma reserva para contemplar seus gastos mensais é o primeiro passo para ter uma boa saúde financeira. 

Como fazer uma reserva de emergência? 

Ter consciência dos seus gastos fixos e variáveis é o primeiro passo, e isso você pode fazer com uma boa e velha lista de prioridades.

Coloque ali tudo o que você tem de gasto e os faça por ordem de prioridade, como despesas fixas e itens que sejam de patrimônio, como os financiamentos.

Nesta lista para a sua reserva financeira, itens supérfluos, como tv por assinatura, roupas e modalidades de lazer deverão estar por último. É claro que queremos ter o máximo de conforto possível, mas em uma emergência, você deve priorizar alguns gastos para que o seu orçamento continue saudável.

Outro ponto importante que pode te ajudar é fazer uma análise não apenas de suas despesas, mas da estabilidade da sua renda. Para isso, você pode começar com as seguintes perguntas:

  • Quão estável você está no seu emprego?
  • Como está o mercado para a sua área de atuação, caso seja necessário trocar de emprego?
  • Existe possibilidade de algum conserto na sua casa ou no seu carro, que seja inevitável?
  • Você tem dívidas e parcelamentos?

Essas são algumas perguntas que, ao responder para você mesmo, podem te auxiliar no planejamento da sua reserva. 

Como calcular o valor ideal do fundo de emergência?

Geralmente, é indicado que você tenha um montante capaz de suprir seus gastos mensais de três a seis meses, caso você não tenha nenhum outro tipo de ganho. Apesar disso, quanto maior for o seu fundo de emergência, melhor. 

Por exemplo, caso você tenha uma reserva emergencial de 12 meses, sua tranquilidade em casos emergenciais vai ser ainda maior. Além disso, se você é autônomo, sua reserva financeira precisa ser ainda maior, pois você não tem benefícios como seguro desemprego, fundo de garantia ou multas rescisórias. 

Com isso, a orientação é estabelecer uma porcentagem do seu lucro mensal para incluir no fundo de emergência. O momento de “parar de guardar” para esta finalidade é quando conseguir ver um valor que cubra pouco mais de todos os seus gastos pelo tempo que acredita ser suficiente para se reerguer. 

Cálculo da reserva de emergência

Após realizar o seu orçamento pessoal e familiar (caso necessário), você terá de forma concreta o seu custo mensal. A partir de tal valor, pode acumular uma reserva de, no mínimo, três meses.

Então, por exemplo, se o seu custo mensal gira em torno de R$ 3000, você precisará ter guardado, no mínimo R$ 9 mil para a sua reserva de emergência de três meses.

Aqui, podemos reforçar que a ideia é guardar para mais tempo. Assim, se fôssemos pensar no exemplo atual, mas num período de 6 meses, você precisaria de um fundo de emergência no valor de R$ 18.000. 

Por que devo ter uma reserva de emergência?

Como não temos controle dos imprevistos, é bacana tentar diminuir os danos, caso eles aconteçam. Além disso, a reserva de emergência também serve para quem quer ter uma segurança no futuro e organizar as contas. 

Vale lembrar que essa regra é plausível para todo e qualquer investidor (desde os mais conservadores até os mais agressivos), isso porque todo perfil de investidor precisa ter a sua reserva para emergência. 

Reserva de emergência: onde investir?

Guardar dinheiro já é importante, mas investi-lo e fazê-lo render é ainda melhor. Mas, como é possível investir sem saber nada sobre investimentos?

Antigamente, era muito comum que as pessoas guardassem suas reservas de emergência na poupança, mas muitos especialistas do mercado não aconselham este local. Isso porque este tipo de renda fixa acaba trazendo um rendimento muito baixo. 

Nesse sentido, é muito importante saber onde deixar a reserva de emergência, e quando falamos nesse valor emergencial, vale lembrar que ele precisa ter liquidez, ou seja, você deve poder resgatá-lo quando quiser. No Brasil, as principais aplicações de renda fixa para a construção de uma reserva de emergência são:

CDB 

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento de renda fixa onde você literalmente empresta dinheiro aos bancos – através dos seus investimentos – para que eles possam continuar financiando operações de crédito.

Depois, o banco devolve o dinheiro com juros, que pagam mais do que o rendimento de uma poupança.

Tesouro direto

Se com o CDB você empresta dinheiro ao banco, com as várias modalidades de Tesouro Direto você estará emprestando ao Governo Federal, que o utiliza para programas de desenvolvimento nacional. Assim como no primeiro caso, todo valor é assegurado e devolvido com juros.

Se você se interessou e quer saber um pouco mais sobre CDB e Tesouro Direto, nós temos conteúdos completos que irão te ajudar a tomar uma boa decisão.

Quando usar a reserva de emergência?

Além de saber onde colocar a reserva de emergência, é importante destacarmos quando você deve usá-la. E, como o próprio nome diz, você deve se lembrar deste dinheiro apenas em momentos inesperados, que necessitam despender um valor que você não tem. 

Esta é uma parte do seu patrimônio que deve ser usada para determinadas situações e não para gastos supérfluos, como cartão de crédito, férias, passeios e viagens. Gastos como estes devem ser planejados e estão fora de cogitação para o uso da reserva emergencial.

Agora que você já sabe o que é uma reserva de emergência, quanto guardar e onde investir, é hora de colocar a mão na massa! Se ainda restou dúvidas, deixe o seu comentário para nós.

Aproveite para continuar navegando no Blog da Provu e aprender ainda mais sobre finanças e empréstimos.

Escrito por: Provu

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Informações gerais sobre as operações de crédito ofertadas: a taxa de juros para empréstimo pessoal varia de 1,99% a 10,95% ao mês. O CET (Custo Efetivo Total) pode variar de 2,39% a.m. (32,77% a.a.) a 11,17% a.m. (256,33% a.a.), dependendo da análise de crédito do cliente e do prazo de pagamento, que pode ser de 12,18, 24, 30 ou 36 meses.

 

Exemplo: valor: R$ 9.000,00; prazo: 18 meses; taxa de juros: 3,52% a.m.; 51,52% a.a.; CET 58,35% a.a.; parcelas: R$ 702,09; IOF: R$ 242,13; valor total: R$ 12.637,62. Estes valores são exemplificativos e poderão variar de acordo com a política de crédito.